Irei postar o primeiro resumo do blog, com o intuito de auxiliar na montagem de palestras diversas, principalmente para palestras na Casa Espírita. O resumo foi feito com as minhas próprias palavras, segundo meu entendimento.
Referência:
CAMARGO, Jason de. Educação dos Sentimento. 10. Ed. Porto Alegre: Letras de Luz, 2009.
Educação dos Sentimentos
Parte 1 – Autoconhecimento
Capítulo 1 – Educação do Espírito
O conhecimento permite o desenvolvimento da moral. Já a maldade, segundo diversos autores, é gerada pela ignorância. Alem da maldade, a ignorância gera o egoísmo, que se dissolve e vira solidariedade quando aliada ao saber. Educação e fé racionais, geram mudanças conscientes e bem fundamentadas nos sujeitos, o que gera uma sociedade mais equilibrada.Ao agir de acordo com as leis divinas desenvolve-se, no Espirito, as virtudes gerando consequentemente a felicidade. Ao agir de maneira contrária as leis divinas o sujeito se permeia de vícios, de todas as espécies, gerando para si e para os outros a infelicidade.
Ambos os caminhos, dependem somente do sujeito e de seu livre-arbítrio. Assim como as consequências que advêm sobre ele. Como diz André Luiz “A semeadura é livre, a colheia, obrigatória”.
Capítulo 2 – Evolução Humana
O indivíduo é composto, basicamente, por espírito, períspirito e corpo. O Espírito, é o principio espiritual, de matéria extremamente sutil, que necessita do períspirito para se manifestar no corpo físico.O períspirito, é o elo entre o Espirito e o corpo. De matéria menos sutil que o Espírito, mas ainda sutil em comparação a matéria, serve de veículo que permite o Espirito se manifestar no corpo. O períspirito permite as manifestações mediúnicas, pois é maleável e composto de energias vibráteis, assim como é responsável pelas funções mentais superiores – atenção, hábitos, sensação, percepção, memória, etc. -. Os hábitos podem com o tempo se tornarem condicionamentos se trabalhados de forma rotineira. A persistência e perseverança podem transformar os hábitos em virtudes.
Ambos, Espírito e períspirito, evoluem em conjunto, desde o caráter mais denso quando o mais sublime, alternando da escuridão para adquirir um caráter iluminado. Inicialmente o homem era composto apenas por instintos, que foram se especializando, tornando-se emoção e posteriormente sentimentos.
Os instintos variam em intensidade e intenção, conforme o sujeito se ilumina e se depura. A inteligência é o meio de iluminação e condução do instinto. Quanto maior a inteligência menos o individuo irá agir instintivamente.
Os sentimento são a proporção máxima desta categoria, demonstrando o patamar evolutivo do individuo e seu grau de evolução, a depender dos sentimentos que exterioriza.
Alem dos sentimentos, podemos encontrar no sujeito o psiquismo, que é composto por consciente, inconsciente e superconsicente. O consciente é a porção que interage com o meio externo, coordena o movimento, que processa as informações e as organiza.
A porção inconsciente, é dividida em três partes, sendo elas:
· Inconsciente puro: porção divina do sujeito, que carrega em si a fagulha iluminada e sutil.
· Inconsciente passado: contêm as informações das experiências de vida so sujeito (vidas passadas) e que é, segundo Jung, o inconsciente coletivo.
· Inconsciente atual: é o inconsciente Freudiano, que contêm as informações atuais do sujeito, que estão recalcadas.
O superconsciente é a porção da intuição, mas a intuição sublime, a inspiração que flui dos bons espíritos. Os considerados gênios na Terra, tinham o superconsciente aberto a essas energia.
O consciente, o inconsciente – 3 niveis – e o superconsciente, manifestam-se no sujeito em seu campo energético.
Os homens tem como característica a consciência de si mesmos, o pensamento logico, continuo e retrógrado, a memoria e é capaz de fazer associações. Os animais se diferem dos homens por este fator. Os animais estão ainda em processo de individualização e são merecedores de respeito, amor e carinho.
Capítulo 3 – Heranças do Passado
O homem deve cuidar da sua espiritualidade, mas não deve esquecer que o corpo físico é instrumento de crescimento e aprendizado. Durante muito tempo se dividiu o corpo e a mente, estudando-os de forma dividida e sem perceber suas interferências diretas um sobre o outro.
Atualmente se sabe a relação que a mente tem com o corpo. A influencia que uma emoção tem sobre o aparelho fisico, ao liberar diversas substancias químicas no corpo, podendo trazer bem ou mau estar.
O inconsciente afeta o consciente do sujeito, quanto melhor for a vivencia (atual e pretérita) mais iluminada e sutil será a energia do individuo, permitindo que desfrute de sentimentos mais elevados. Já se vê o oposto em relação aos que cultivam as baixas vibrações e os vícios em si, que são carregados de pérfida energia e de sentimentos, no geral, deletérios.
No inconsciente se encontram as experiências, e com elas viemos para a presente encarnação com tendências, gostos e preferencias, que mantivemos fortes em nós. Ao nos depararmos com determinadas situações, elas reverberam em nós, e criam atrações que podem levar o individuo a ter boas ou más inclinações. Quando más, somenta a boa e firme vontade pode conduzir o sujeito a uma modificação, que será inicialmente árdua, mas que com o tempo se tornará agradável pelo mérito.
· Alegria
· Tristeza
· Afeto
· Medo
· Ira
As emoções nunca se manifestam sozinhas, em geral se misturam e dão características novas, formam outras emoções e se fazem distinguir em tempo e intensidade. As emoções afetam diretamente o corpo, pois além de causarem impressões mentais, causam também reflexos físicos, que são manifestações químicas ou psicossomáticas das emoções.
O inconsciente afeta o consciente do sujeito, quanto melhor for a vivencia (atual e pretérita) mais iluminada e sutil será a energia do individuo, permitindo que desfrute de sentimentos mais elevados. Já se vê o oposto em relação aos que cultivam as baixas vibrações e os vícios em si, que são carregados de pérfida energia e de sentimentos, no geral, deletérios.
No inconsciente se encontram as experiências, e com elas viemos para a presente encarnação com tendências, gostos e preferencias, que mantivemos fortes em nós. Ao nos depararmos com determinadas situações, elas reverberam em nós, e criam atrações que podem levar o individuo a ter boas ou más inclinações. Quando más, somenta a boa e firme vontade pode conduzir o sujeito a uma modificação, que será inicialmente árdua, mas que com o tempo se tornará agradável pelo mérito.
Capítulo 4 – As emoções
As emoções, são a parcela inicial do que o homem primitivo sentiu. A emoção é a especialização do instinto. As emoções brotam instantaneamente e se fazem perceber antes mesmo do raciocínio lógico. Temos 5 emoções básicas, que dão origem as demais emoções que podemos experimentar, sendo elas:· Alegria
· Tristeza
· Afeto
· Medo
· Ira
As emoções nunca se manifestam sozinhas, em geral se misturam e dão características novas, formam outras emoções e se fazem distinguir em tempo e intensidade. As emoções afetam diretamente o corpo, pois além de causarem impressões mentais, causam também reflexos físicos, que são manifestações químicas ou psicossomáticas das emoções.
Capítulo 5 – Vontade e Sentimento
A vontade, é a capacidade do individuo de manter-se firme em um propósito estabelecido. Os sentimentos, são a especialização da emoção, quando ela se torna mais sutil e mais perceptível, além de duradoura.Quando obtém conhecimento, o individuo percebe, em muitos momentos que age de forma errônea. Consegue se aperceber de erros, em geral percebe dos outros, de conduta e inicia um processo de questionamento. Neste questionamento e nessa observação, percebe que a mudança é necessária e para essa mudança se manter firme e poder se cumprir é necessária a vontade.
Quando tem o conhecimento e a vontade de mudança, chamamos esta vontade de vontade inteligente. Que conduz o sujeito a melhora de forma consciente e lhe permite perceber as mudanças do seu comportamento e do meio que o cerca.
Quando na observação das vicissitudes, o homem se apercebe delas em si e pode, ao contrario de desejar mudar, esconde-las, até de si mesmo. Encontramos ai, os mecanismos de defesa, sendo eles:
· Repressão: onde o individuo expulsa da consciência esse pensamento doloroso.
· Negação da Realidade: Busca evitar o pensamento, ou nega saber informações que poderiam faze-lo perceber a realidade como ela é.
· Projeção: Vemos no outro, características que nos são próprias.
· Racionalização: Sempre que buscamos uma desculpa, uma justificativa, para nosso comportamento inadequado.
· Deslocamento: Transferir o afeto de um objeto/sujeito para outro.
Todos possuímos os mecanismos de defesa, apenas contrastamos em intensidade. Sujeitos que tem estes mecanismos em uma intensidade muito alta, é sugerido acompanhamento psicológico.
Parte II – Os Sentimentos
Capítulo 6 – O Perdão
Jesus, divino exemplo de conduta, foi a virtude encarnada. Suas atitudes deixavam claras as manifestações de suas palavras. Em relação ao perdão temos o exemplo da mulher adúltera, que marcou o exemplo de Jesus entre muitos outros, nos quais ele fez uso do perdão.Ao optar pelo perdão, o individuo pode encontrar muitas dificuldade. No geral, encontramos dificuldade em trabalhar uma virtude, o que aumenta o desafio e a necessidade de uma vontade firme. Em contrapartida aumenta o mérito que teremos conosco e com as leis divinas.
Quando se tem firme a vontade e se opta pela pratica do perdão, com o tempo se torna um hábito. Passamos a ver algumas situações que em outros momentos nos seriam caóticos, com a serenidade de um pai ao observar um filho fazer traquinagens.
Quando percebemos que somos falhos, permitimos aos outros também o serem. E se podemos perdoa-los, merecemos também o perdão. Mas lembremos sempre da justiça, de medir a todos, inclusive a si mesmo, com a mesma medida.
Ao se exercitar o perdão, o rancor diminui, o desejo de vingança se atenua e desaparece, a ira constante que faz o coração febril e deixa a mente perturbada viram ilusão, até sumirem no passado. Livre destes sentimentos, podemos desfrutar da paz interior, que por si só, já pode ser considerada a felicidade que a Terra pode proporcionar.
Capitulo 7 – A Caridade
Jesus deixou a máxima, “Fora da caridade não há salvação”. Com essas palavras percebemos a importância desta virtude em nosso intimo. Jesus a praticou de forma plena, com ricos exemplos de abnegação em favor do próximo.A caridade material é importante, mas ainda mais importante é a caridade moral. Saber olhar o outro de forma simples e entender suas limitações, auxiliando sempre que possível aquele sofrimento escondido por detrás de um sorriso. Auxilio genuíno, que tem como objetivo auxiliar e não se faz perceber, deixando apenas a esperança e não a necessidade de gratidão por onde passa.
A verdadeira caridade não se faz perceber, é silenciosa e trabalha incessantemente. Nasce da compaixão, que permite inicialmente que vejamos os que nos cercam como irmãos e faz com que desejemos atenuar seu sofrimento. Que tomemos por nossa a dor de outro.
A importância dessa virtude é inestimável, e sua execução em geral é cercada de vicissitudes que a atenuam. Quando praticar a caridade sempre lembrar nas palavras do evangelho. “Que não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita” e lembrar também que “Aquele que buscar reconhecimento e méritos terrenos, terá que ter ciência das palavras de Jesus, “Os que fazem o bem com ostentação já receberam a sua recompensa”.
Capítulo 8 – Bondade e Humildade
A rigidez mental, conduz ao homem a inflexibilidade, que o impede de se tornar desejoso de mudança e de melhora. A rigidez tem como fonte o orgulho, que o ilude a se julgar possuidor da verdade.Sentimento contrário ao orgulho é a humildade, que diferente do orgulho, faz com que o individuo se veja igual ao outro. A humildade diferente do que muitos pensam não é se botar abaixo de ninguém e sim não se botar acima. O humilde entende a igualdade que todos os seres têm entre si. Todos são compostos da mesma matéria orgânica, mudando apenas sua maneira de ser e seu estilo de vida. Estas últimas características são mutáveis então não podemos nos basear nela ao fazer julgamentos.
Todos são iguais perante as leis divinas e naturais, sendo inconcebível o tratamento distinto entre duas criaturas. Se as leis tratam todos com igualdade, não será nossa pequenez em tantos aspectos que nos fará diferente.
A bondade, é uma característica da humildade. A pessoa bondosa sabe que todos são merecedores de auxilio e ve a igualdade em cada um, não distinguindo quem irá receber seu auxilio por raça, confissão religiosa, orientação sexual, entre outros aspectos. A pessoa bondosa auxilia sem ver a quem, como fazia Jesus.
A bondade é “adubo” para muitas virtudes que fazem com que a alma brilhe e exale o perfume da beneficência, que encanta a todos.
Capítulo 9 – O amor
A lei máxima vivida pelo Cristo, ao dizer: “Amai o vosso próximo como a si mesmo”. E em outro momento ampliada para resumir toda a sua doutrina dizendo: “Amai o vosso Deus acima de todas as coisas e o teu próximo como a ti mesmo”. Segundo o Cristo, a sua doutrina e a de todos os profetas está contida nesta frase.A humanidade evoluiu gradativamente da animosidade, onde os instintos imperavam, para a humanidade onde o pensamento lógico e o sentimento se mostram mais presentes. O homem que aje regido por seus instintos, de maneira animal, ainda é espiritualmente ignorante, mas digno de ser guiado para seu aperfeiçoamento.
O homem racional deve permitir que o sentimento que se burila conforme seu conhecimento se amplia, flua de maneira livre, para não se prender ao raciocínio sufocante que torna seu olhar frio perante o mundo. O desenvolvimento tecnológico facilitou o acesso a informação e a estudos em relação a sentimentos, que permitem reflexões e debates sobre eles. Ao se debater, se pode ampliar a visão teórica que possui, mas somente a vivencia do amor (e de todas as virtudes) que se mostra a prova do real entendimento.
O amor é a mãe de todas as virtudes, é a virtude essencial do reino angélico e permite que a tríade de trabalho seja realizada. A tríade é pensar, sentir, e agir no bem. Se aplicada de forma sincera, a tríade de trabalho, faz com que o individuo se torne uma pessoa de bem, e desde já um obreiro na ceara de Deus.
Parte III – O Desenvolvimento das Virtudes
O sofrimento inerente ao homem, se dá devido aos males morais que traz em seu interior. Estes males se dão principalmente pela ignorância e pelas más escolhas (atuais e pretéritas) que o individuo realizou.Os males morais, associados ao nosso livre arbítrio, levam a escolhas que trazem dor e sofrimento ao sujeito. E em momentos de sofrimento o sujeito em geral tende a fazer más escolhas, que iniciam um ciclo sem fim de sofrimento. Ao se conscientizar, o individuo busca as virtudes, que têm função terapêutica que tem como resultado final a paz e a alegria.
Capítulo 10 – A Mudança de Paradigmas
O paradigma, nada mais é do que o padrão atual. Através do paradigma atual, próprio, o individuo percebe e filtra o mundo que o cerca, se abre ou se fecha a determinadas experiências e facilita ou dificulta o seu progresso e desenvolvimento.A rigidez mental, faz com que o sujeito se fixe de tal forma a seu padrão que o impede de aceitar qualquer coisa que fuja do que é estabelecido por ele. Abrir-se a experiência do novo é muito difícil para quem tem um padrão mental rígido, seja ele relacionado ao que for (espiritual, profissional, pessoal, etc.).
Ao exercitarmos a flexibilidade, nos abrimos a idéias e a experiências diferentes das estabelecidas por nós. Essa flexibilidade favorece todos os campos da vida, em especial a criatividade, pois da subsídio para a mente refletir e discutir. Essa adaptação entre rigidez e flexibilidade é um processo difícil mas sempre que o sofrimento se faz presente, serve como sinal de que é necessária uma mudança.
Capítulo 11 – Auto Estima
A auto estima, nada mais é do que a auto imagem que o individuo tem de si. Essa imagem se forma de forma interna como reflexo do meio externo, e influencia a vida do individuo como um todo.A influencia pode aumentar o desenvolvimento ou diminui-lo. A forma como o sujeito se vê é muito intensa e gera estímulos para atividades ou lhe priva de realiza-las, em casos extremos chegando a paralisa-lo perante diversas situações.
Quando a baixo estima se faz presente, o sujeito pode apresentar diversas qualidades mas irá se desmerecer delas e irá se manter num padrão inferior de desenvolvimento. Mesmo realizando atividades de alta qualidade irá se achar desmerecedor do crédito que está recebendo, pois ele não se vê merecedor de tamanho crédito.
A influencia da família na formação de uma auto iamgem é muito importante para o sujeito. A família deve perceber na criança os seus sentimentos, recenhece-los e através deste reconhecimento e de empatia auxiliar a criança a nomear seus sentimentos, estabelecendo uma relação baseada na confiança permitindo a criação de limites.
A criança que não recebe limites, se torna uma criança-problema, pois irá interferir na liberdade de outros para satisfazer suas próprias vontades, em geral, tomando atitudes desagradáveis e até mesmo más.
Quando é permitido que a criança problema se desenvolva livre de limites, ela se tornará um adulto-problema, que não irá demorar a encontrar dificuldades perante a vida, que diferente dos cuidadores, não irá dar a eles tudo o que desejam. Começam então as frustrações, os desapontamentos, as más escolhas e possibilitam a abertura a diversas patologias.
A auto estima se desenvolve com bons sentimentos, mas principalmente quando o sujeito confia em si mesmo, quando da o que pode em suas atividades e aceita que fez o que pode. Quando aceita a si mesmo como é inicia um desenvolvimento de amor próprio, que permite que se torne livre das amarras externas que até então interferiam em sua imagem e permite ver com clareza suas virtudes e suas falhas (que são reparáveis – todas), permitindo que inicie um trabalho de melhora com vigor e clareza.
Capítulo 12 – A Empatia
O ser humano tem como comum o processo básico de identificação. Ele tende a se ligar com maior facilidade ao que lhe da prazer, se vinculando também com mais facilidade a indivíduos que lhe assemelham a estes gostos. Quando se busca a empatia o sujeito deve perceber que apesar de suas preferencias, o mundo ao redor tem sua própria experiência e principalmente deve buscar entender que o corpo físico é apenas um veiculo do espírito.
A desidentificação é o nome deste fenômeno de “dissociação” com o corpo. O sujeito percebe que o corpo dói, mas que apenas o corpo dói e não o Espírito. O sujeito deve entender que o corpo e o Espírito são coisas distintas e não é o corpo em si. Quando apegado ao corpo o sujeito se mantem preso aos desejos materiais, dificuldade a sua jornada espiritual. Essa diferenciação é fundamental para a empatia.
Quando se percebe essa diferença, a um salto gigante no processo de autoconhecimento do sujeito, e quando já se tem a aceitação de si e a compreensão da falibilidade do ser humano, se desenvolve a solidariedade, virtude essencial para a empatia. Quando se tem solidariedade, o sujeito se bota no lugar do outro e com o passar do tempo começa a ser capaz de perceber sutilmente o que o outro está sentindo. É um processo que demora muito tempo para se aperfeiçoar.
A desidentificação é o nome deste fenômeno de “dissociação” com o corpo. O sujeito percebe que o corpo dói, mas que apenas o corpo dói e não o Espírito. O sujeito deve entender que o corpo e o Espírito são coisas distintas e não é o corpo em si. Quando apegado ao corpo o sujeito se mantem preso aos desejos materiais, dificuldade a sua jornada espiritual. Essa diferenciação é fundamental para a empatia.
Quando se percebe essa diferença, a um salto gigante no processo de autoconhecimento do sujeito, e quando já se tem a aceitação de si e a compreensão da falibilidade do ser humano, se desenvolve a solidariedade, virtude essencial para a empatia. Quando se tem solidariedade, o sujeito se bota no lugar do outro e com o passar do tempo começa a ser capaz de perceber sutilmente o que o outro está sentindo. É um processo que demora muito tempo para se aperfeiçoar.
Capítulo 13 – A Prece
Somos seres energéticos, irradiamos constantemente energia, vibramos. O individuo é constituído de um fluxo mental característico ao seu adiantamento moral. Se está espiritualmente adiantado sua irradiação será sutil, iluminada. Se for atrasado terá características materiais, densas. Se for mau terá características deletérias e sombrias. Essa vibração se modifica e é influenciada conforme o que o sujeito pensa, sente e até mesmo da forma com que age. O resultado desse processo se chama material mental. Esse material mental,é irradiado constantemente pelo sujeito, afetando além de si os que o cercam e portando as caracteristicas distintas que lhe compõe.A prece é uma energia extremamente sutil, comporta uma energia extremamente elevada, quando feita com serenidade, humildade e amor. A prece feita em um momento de desespero, ansiedade, raiva, etc., terá seus efeitos retardados pois a energia densa irá impedir que a prece se sutilize e atinja os planos devidos.
Para se realizar uma prece, não existe um lugar especifico. Sua eficácia irá depender das qualidades que será imantada, do que o sujeito portar no coração no momento. A prece por si só, já eleva o padrão vibratório do individuo, facilitando seu contato com os planos mais elevados de existência.
A oração apresenta efeitos benéficos sobre os processos obsessivos, eliminando os padrões vibratórios deletérios que envolvem o sujeito, desenvolvendo nele e no obsessor padrões mais elevados (devido a sua ligação), auxiliando ambos no processo obsessivo.
No lar, auxilia na harmonia, dissolvendo os padrões de baixa vibração e na proteção, tanto do ambiente quando dos sujeitos, impedindo a entrada de entidades de baixo padrão vibratório que poderiam estar tentando “atacar” o grupo familiar.
A prece também auxilia, no equilíbrio geral do sujeito, mental e físico, reorganizando-o energeticamente no plano mental, eliminando os padrões preenchidos por vicissitudes atuais e pretéritas, auxiliando numa melhora do bem estar perante a vida. No âmbito físico, atua no sistema nervoso central, ativando a liberação de sinais químicos que irão auxiliar na recuperação e manutenção da saúde.
Capítulo 14 – A Meditação
O ato de meditar, faz com que o sujeito volte-se internamente para si, que se perceba e analise o que se passa em seu interior. A meditação, auxilia assim no processo de auto conhecimento, proporcionando também relaxamento e benefícios a saúde, diminuindo a intensidade das dores e doenças psicossomáticas e diminuindo consideravelmente o uso de drogas. A meditação tem seu aspecto espiritual, auxiliando o sujeito quando bem realizada no seu processo de desprendimento da matéria.Algumas pessoas acreditam que uma vida meditativa, deve levar ao isolamento. A doutrina considera esta conduta egoísmo pois o sujeito volta-se somente para si e esquece dos irmãos em sofrimento que estão a sua volta. Jesus e todas as outras personalidades importantes, praticavam a meditação aliada ao trabalho edificante e tiveram o reconhecimento por suas obras.
Existem diversas técnicas meditativas. A Doutrina Espírita sugere a meditação reflexiva de Santo Agostinho, que ao findar de cada dia refletia sobre sua conduta e percebia em si próprio o que devia mudar, aliando-se a oração regenerativa em busca da assistência em prol de sua mudança. Deve-se fazer desta técnica um habito, a fim de poder usufruir ao máximo de seu potencial regenerativo.
Capítulo 15 – Assuntos Complementares
Desde o desejo de desenvolvimento da virtude, que se faz ativa no cotidiano que é repleto de oportunidades, os atos podem se tornar repetidos e virar então hábitos. Os hábitos vem naturalmente e se tornam intrínsecos no Espírito.A doutrina espírita, auxilia o sujeito a se auto conhecer e incentiva a mudança. Ao mudar o sujeito se torna um exemplo, o espírita sabe que não pode mudar o mundo mas sabe que pode deixar seu exemplo e seu exemplo incentivar a mudança.