terça-feira, 11 de junho de 2013

Resumo - Nossos Filhos são Espíritos

Olá Pessoal!

Este mês irei expor o Resumo do livro Nossos Filhos são Espíritos, de Hermínio de Miranda. Apesar de tentar manter a essência do livro ao resumi-lo, aconselho que os que gostarem do que aqui está exposto, em adquirir o livro para terem na íntegra o maravilhoso conteúdo exposto, afinal de contas, minha falha percepção pode ter deixado passar algo que irá se fazer notar aos vossos olhos.

Nossos Filhos são Espíritos

No livro, Nossos Filhos são Espíritos, Hermínio Miranda aborda diversos aspectos do Espírito, incluindo o nascimento, o planejamento espiritual da encarnação e a responsabilidade paterna, como a do próprio Espírito em sua trajetória terrena, o esquecimento da vida pretérita e até mesmo a mediunidade infantil. Aborda temas como o aborto e a adoção e o nascimento de filhos deficientes de maneira muito bem fundamentada. Transcreve pesquisas científicas que relatam experiências de regressão, até fenômenos de comunicação sensória dos bebês. Reforçando no final de 29 capítulos a importância da religiosidade na vida do individuo, assim como o valor da prece. O livro é enriquecido com embasamentos científicos, relatos e exemplos pessoais e de outros, que aceitarem se colocar como exemplo neste livro carregado de saber.

No primeiro capítulo, olhos de ver e olhos de olhar, o autor relata sua própria experiência ao se tornar pai. Referencia o medo que sentiu ao ver sua filha, frágil e delicada, assim como o despreparo pela sua tenra idade. Demonstra a preocupação da missão e da responsabilidade que o aguarda e fica clara a ansiedade que se fez presente em sua vida neste determinado momento. Deixa claro também o aprendizado que foi, de maneira geral, ter tido seus três filhos.

Em Coisas para desaprender, introduz ao leitor como foi para ele seus primeiros passos como pai, descrevendo a quantidade de leitura em relação a recém nascidos, porem de uma visão física e a escassez de conhecimento espiritual sobre o assunto. Em sua busca a conhecimentos espirituais, percebe que o espírito recém encarnado é um espirito adulto, limitado a um corpo ainda débil e imaturo, preenchido por tendências pretéritas que irão afetar seu desenvolvimento e forma de levar sua vida.

Neste capitulo deixa claro que os pais apenas criaram o invólucro físico, ou seja, o corpo da criança e não seu Espírito, criação está, divina. Fazendo uma leve e superficial explicação da responsabilidade dos pais e do vinculo paterno, que será aprofundada em outro momento.

O autor relata a responsabilidade dos pais em relação a importância de guiar os filhos de forma correta, demonstrando a eles através dos exemplos e da boa instrução os caminhos dignos a serem seguidos. Assim como a importância do vinculo saudável entre pais e filhos, que se da através do carinho, da compreensão e da conversa saudável.

Em reordenar o pensamento, disserta sobre a imperfeição do Espírito encarnado na Terra, em geral, frisando que o recém nascido, a criança, também o é. Retira do leitor a idéia de que a criança é um ser puro e insere a visão de que é um ser, que quando ainda na infância, é facilmente “moldável”, deixando clara a importância do trabalho dos pais neste período. Em relação a este período “moldável” da criança, relata que em seus primeiros anos, a criança, é mais espiritual que física, o que explica as lembranças infantis de acontecimentos passados. Esse processo diminui com o passar do tempo, e no final da infância a criança já é mais “presa” ao mundo físico.

Responsabilidade, mostra a importância de um planejamento prévio em relação a se ter um filho, assim como a responsabilidade de ser pai, e ter que receber nos braços um novo ser vivo. Neste capítulo, é bem destacado que desde a fecundação, o embrião já é um ser humano e merece o direito a vida. Esta vida nova, não é um jogo do acaso, por mais que venha em um momento inesperado ou não planejado, e não se deve odiar o feto, pois deve-se ter em mente os reajustes que se tem a realizar com o Espírito que irá encarnar, sejam estes reajustes bons ou ruins. Em relação a estes reajustes e a vinda do bebê, vários fatores podem influenciar. Físicos como a intervenção dos pais como o aborto. Espirituais pois o Espírito que irá reencarnar, pode influenciar negativa ou positivamente a gestação e a própria espiritualidade pode interferir na gestação de diversas formas.

O aborto, é discutido em Um frasco de Veneno, onde é tratado como um assassinato premeditado, tendo em vista que o embrião não tem chances de se defender e é impiedosamente despedaçado e merece e tem o direito a vida. O aborto é uma transgressão grave as leis divinas, que permitiram ao Espírito retornar para seu progresso e que teve sua chance vetada. A reparação em geral é dolorosa e muito penosa para todos os participantes do aborto.

No capítulo, Hoje ou daqui a muitos Halleys? O autor defende a verdade que expõe no livro, seja ela espírita ou não. Menciona trabalhos científicos da Dra. Hellen Wambach, sobre regressão, para auxiliar em sua confirmação.

O detalhamento dos trabalhos da Dra. Wambach, onde relata os diversos aspectos que foram observados nos processos de regressão é visto em Nascer é que é o problema, e não morrer. Nestes processos fica clara a preferencia em morrer à nascer que os indivíduos tem. A vida é vista como um dever e encarada como uma provação. Nestes trabalhos além da preferencia pela vida espiritual, é marcante que o desejo do Espírito ao reencarnar é a melhora espiritual e jamais os interesses mundanos, mesmo que ao encarnarem se “corrompam” e se transviem. Os relatos mostram também que é muito comum que as relações próximas, também o foram em outras encarnações.

Nestas relações próximas, é feita a pergunta Para que nascemos?. O retorno ao corpo físico é visto como um aprendizado que se fará com estas relações. Sejam de forma serena e suave entre espíritos afins, ou de forma conflitante, tomando um aspecto de prova e/ou expiação. Nestas relações alguns conseguem fazer parte do que foi programado em seu “roteiro”, outros se perdem, adquirindo as mais diversas dividas perante as leis divinas.

A forma física que será tomada nesta nova etapa é feita de forma planejada e em raros casos é feita de forma compulsória, em casos de urgência. Durante a formação do corpo físico, o Espírito, entra em estado de latência espiritual, apesar de estar ligado ao embrião desde o momento da fecundação somente se acopla completamente ao corpo aproximadamente aos 6 meses. O fato de estar ligado ao corpo desde o momento da fecundação, faz com que ele receba toda e qualquer vibração que seja a ele direcionada, seja ela de amor ou ódio. O autor afirma que o Espírito recebe todas as sensações do aborto, motivo pelo qual, além da perda da oportunidade que lhe foi concedida por Deus pode acabar gerando um processo obsessivo.

Em relação a esta nova etapa, essa nova jornada, encontramos alguns que são deixados em casas de apoio, por diversos motivos, se desenvolveram então as Reflexões para a Adoção. Em alguns momentos da programação espiritual, se fazem perceptíveis algumas inconveniências, diversas, mas que afetam o curso de existência do Espírito que irá encarnar. A ansiedade do Espírito é uma dela, onde toma de forma compulsória o corpo que não estava previsto. O autor cita o exemplo de um Espírito que “toma o corpo” do primogênito, sendo que lhe estava destinado o do segundo filho, só que o sexo dos bebês era diferente e isso gerou diversos inconvenientes. Nestes casos a espiritualidade fornece complexos auxílios, que tem diversas formas de se manifestarem.

Neste capitulo também se faz menção ao assunto de quando adotar e quando auxiliar. A adoção deve ser feita em casas lares, preparadas para este fim. Em casos de ter conhecimento de uma família carente, disposta a dar a criança é preferível o auxilio, mantendo a criança onde está, pois a retirada do local pode também gerar inconvenientes. O autor cita exemplos diversos.

No décimo capítulo, “Bem, Vamos lá!” o autor retoma os relatos da Dra. Wambach, em relação ao desprazer do nascer, citando diversos relatos das sensações desagradáveis que os recém-nascidos tinham. Fez-se perceber o altíssimo grau de consciência e sensatez que o Espírito demonstra naquele momento.
Esse alto grau de consciência que o recém-nascido é apresentado em Mistérios do Processo de Comunicação, onde o autor apresenta o nível atávico de consciência do infante, feita através de dois canais, gerando uma comunicação oculta que é apresentada, Segundo Watson como linguagem universal da vida e pela Dra. Wambach como telepatia ou comunicação através dos sentimentos. Foram citados experimentos de Watson que provam esta comunicação entre vegetais e animais.

Ao perceber a importância da comunicação, fica claro que É conversando que nos entedemos. A comunicação auxilia o papel dos pais como mentores de seus filhos, corrigindo lhes as tendências negativas e reforçando as positivas. Não é incomum encontrar pais cobrando dos filhos atitudes adultas, maduras. Mas a criança tem a experiência para saber a responsabilidade e a importância do que está fazendo? Em muitos casos o pai simplesmente diz: Porque sim! Ou da uma explicação superficial sobre o que quer dizer, nesse caso a criança não compreende o contexto e não percebe a gravidade de seus atos. A inexperiência é suprida de duas maneiras, ou experimentando, o que a criança faz, ou sendo passada através de uma conversação clara, adulta, sincera.

Ao tomarmos à atitude de uma conversação clara e objetiva a criança, em geral, se apropria do que lhe foi passado e coloca o aprendizado em prática. Isso gera na criança uma renovação e uma melhora como sujeito.
O autor relata em Experiências e observações de uma jovem mãe, a história de uma mãe com seu filho, onde a comunicação teve forte influencia no desenvolvimento de seu filho desde o ventre. A comunicação se deu, sempre, de forma positiva, clara e amorosa. Se no inicio a linguagem da criança é sensorial, é importante o sentimento que se impregna ao se comunicar, conforme a criança vai se desenvolvendo o que é importante, além do sentimento é a clareza e a verdade no ensinamento, pois a criança avalia o que lhe é passado e ao se desenvolver, seu senso critico se intensifica.

Neste capítulo o autor também relata a importância de se passar instruções para a criança no estado de sono, pois o Espírito neste período se encontra em temporária e limitada liberdade, o que lhe facilita o entendimento.

Apesar de algumas lembranças da infância, em geral, não devemos lembrar-nos dos eventos que vivemos no plano espiritual ou de vidas passadas. Este assunto é abordado em, Só esquecemos aquilo que sabemos.
O esquecimento é de extrema importância, pois permite que o Espírito realize suas obrigações terrenas sem a interferência de afetos e desafetos passados, que em geral estão a sua volta, em especial no núcleo familiar. Mas eu nasci entre inimigos? Bem provável que sim. É no núcleo familiar que temos grande parte de assuntos inacabados. A família é como um campo de provas. Claro que podem nascer em um mesmo núcleo familiar Espíritos afins, porem geralmente se tem organizações que tem como função restabelecer o equilíbrio que foi alterado em momentos anteriores.

Porém, existem, algumas Pessoas que se lembram do esquecido. O autor relata alguns casos, uns extraordinários aos meus olhos, mas ele frisa principalmente tratar estes fenômenos com naturalidade, aceitar a fala da criança, mostrando a ela que se aceita o que é passado.

Esse fenômeno é extremamente comum, e Não é trágico ser médium. A mediunidade infantil é muito comum, pois até se consolidar algumas estruturas psíquicas da criança e ela se acoplar (como Espírito) de forma intensa no corpo físico, ela está bem presente no plano espiritual, e isso permite que os fenômenos aconteçam de forma mais intensa.

Esses fenômenos nas crianças, em geral são temporários. Conforme o desenvolvimento físico eles desaparecem. Em casos raros, a mediunidade acompanha o sujeito durante sua vida. Durante este período se deve ter compreensão e paciência, pois não é fácil para a criança, que não tem conhecimento da “estranheza” do que se passa com ela, ser tratada de forma incomum.
 
No capítulo Dom Bial e seu amigo Blatfort, o auto relata a história de Flávio, uma criança que desde bebê tinha recordações de suas vidas passadas, entre elas traumas e lembranças bem conflitantes. Flávio era portador de uma mediunidade muito forte e tinha como companheiro um Espírito guardião que o acompanhou até certo período. Além da clara visão, ele era intuído pelos “amiguinhos” (os Espíritos se apresentavam em forma infantil) sobre fatos que iriam acontecer.

De inicio estes fenômenos causaram grande estranhamento na família de Flávio, mas com a busca de entendimento se fez perceber a naturalidade dos fenômenos, se iniciaram diálogos claros, instrutivos com a criança, o que facilitou o convívio de todos.

Esse convívio, se da não só na família, mas com o passar do tempo na escola, creche, etc. Neste instante vem à tona A debatida influencia do meio. Neste capítulo o autor reforça a responsabilidade dos pais no desenvolvimento da criança. Sabe que o meio influencia as tendências positivas e negativas da criança, mas frisa que é responsabilidade dos pais acompanharem e guiarem este processo. É de primordial importância que o exemplo, e não somente a fala, da vivência evangélica se faça presente no lar, pois a criança aprende mais pelo exemplo do que pela fala.

Mas e quando a família recebe em seu seio os Filhos Deficientes? Acima de tudo, e para começar se deve inspirar a resignação nos corações que receberam este Espírito. O amor e a dedicação devem ser redobrados, pois não incomum é a condição de devedores destes irmãos, pois a deficiência é vista como uma reparação por transgressões pregressas.

Eles podem ter a condição física debilitada, porem a sua percepção se encontra intacta e são merecedores do maior respeito por parte de todos que o cercam, sendo banhado de carinho apesar das tribulações iniciais e compreensíveis que os pais enfrentam no inicio.

O livro traz o Dramático depoimento de um Espírito, que mostra todo o planejamento reencarnatório feito, levando-se em conta as transgressões pregressas e as fraquezas que devem ser impedidas de se desenvolverem, fraquezas estas que fizeram com que o sujeito se mantivesse no caminho correto outrora.
Não é muito incomum, em momentos de dificuldade a separação dos pais. Este fato é ilustrado em um relato denominado A menina que chorava na calçada. O capitulo trata sobre a real necessidade de um casal se separar. Relembra a questão reparadora e fortalecedora que é gerada nos relacionamentos. Ação reparadora quando regida com bases amorosas e com uma convivência no mínimo agradável.

Quando por ação da separação, ou por motivos de tendência do próprio Espírito, se apresentam tendências negativas, o autor relata em, “Não é preciso torcer o pepino” a importância da disciplina paterna, do amor nas relações, principalmente com os pais e sua relação como mentores. Sem essa guia correta, é difícil para a criança manter-se firme no trajeto que traçou no plano espiritual.

Ao tocar no tema do plano espiritual, o autor introduz a Presença de Deus onde incentiva a busca pela religiosidade, porem não faz apologia à religião alguma, apesar de deixar clara que sua confissão religiosa é o Espiritismo. Neste capitulo comenta também a importância de se deixar claro a pluralidade de credos para as crianças, tutora-las perante elas e explicar a importância da fé raciocinada e faz a crítica ao fanatismo. Conta sua própria história em relação a sua vida religiosa, onde teve uma clara liberdade de escolha.

Seja qual for a confissão religiosa que nós escolhemos, o importante é saber Como conversar com Deus. Somente através da prece sincera que chegamos a altos níveis de consciência e nos aproximamos da divindade. É importante um momento de oração entre a família, no caso do autor comenta o hábito do Evangelho no lar, onde ensinou desde sempre seus filhos o valor da oração feita com o coração.

O autor tem um Pós-escrito que virou capítulo, onde conta uma história pessoal em relação a sua vida religiosa com sua mãe, que apesar de compreensiva, era extremamente católica. Deixa para o leitor uma comovente mensagem psicografada de sua mãe para ele. Neste capítulo ele comenta também a importância que damos aos “rótulos”, de nossa necessidade de se enquadrar em uma categoria, necessidade humana essa que deriva da nossa ânsia de se sentir parte de algo.

Aproveitando a mensagem de sua mãe, o autor aborda o tema da morte quando fala Do estado sólido ao gasoso. A morte é tratada com naturalidade, mas se comenta a normal aflição e o sofrimento que é gerado após o desencarne de alguém que se tem afeição. Deve-se levar em conta, durante e após este período de desligamento que a alma é imortal, isso auxilia muito na aceitação do ocorrido. Abordando a morte se faz presente a questão da comunicação espiritual.

Quando perdemos um ente querido, buscamos saber deles noticias, porem a regência destas comunicações é feita com regras bem elaboradas e não a partir da vontade dos encarnados, que em geral estão movidos pela revolta e pelo pesar. Em alguns momentos podemos ou não receber essas mensagens, afinal de contas o intercâmbio se da de lá para cá, mas de qualquer forma, recebendo ou não, devemos nos manter resignados e ter fé de que os entes que hoje estão do outro lado do véu, estão seguindo seus caminhos conforme os tenham planejado.

Nos três últimos capítulos o autor se despede, dizendo ao autor, Até um dia!, onde sintetiza de forma simples e rápida o que o livro abordou. Explica o Ofício de viver, onde bota em dúvida o caminho da vida, e a busca que se deve ter pela renovação sempre. E comenta emocionado o Diploma de pai que recebeu em 91 de sua primogênita. Este diploma repleto de emoção, carinho amor e reconhecimento é o comovente fechamento que encerra este maravilhoso livro.

 Referência Bibliográfica
MIRANDA, Hermínio C. Nossos Filhos São Espíritos. Bragança Paulista – SP: Lachâtre, 2005.


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