Olá Pessoal!
Quem de nós nunca se sentiu sozinho? Quem nunca se sentiu deixado de lado? Ou mesmo cercado de pessoas sentiu a solidão ser sua única companheira? O que faz com que sintamos esse sentimento tão amargo dentro de nossos corações? Não fomos nós que em muitos momentos e com nossos próprios pensamento e
atitudes não nos colocamos nesta situação?
Em muitos momentos de nossas vidas, criamos uma idealização, um plano, uma história a qual desejamos seguir de forma reta e de maneira indiscutível. Isso porque todo ser humano necessita de um plano e um traçado para que possa sentir-se seguro e saber que não ficava “a ver navios” perante a vida. Mas quando isso se torna prejudicial? Quando começamos a desprezar nossas tendências naturais e as necessidades dos
nossos corações, pois isso nos traz se não imediata mas gradualmente, a solidão.
Essa expectativa muitas vezes fantasiosa, quase sempre nos bota na busca de um modelo de perfeição e nossa idéia de modelo social de felicidade. Claro...quem sonha em ser infeliz?? Porem quando de forma prejudicial, essa idealização é formada por pensamentos com bases muitas vezes neuróticas, que seriam: adotar padrões existenciais super rígidos, por vezes impossível de ser atingido, e o orgulho (grande mal da humanidade) alimentado pelo sentimento, de onipotência, superioridade e invulnerabilidade.
Essa idealização ocasiona com freqüência, estados espirituais de tristeza, vazio, aborrecimento. Mas de onde vêm essas idealizações? Muitas são as respostas. Algumas pessoas se tornam obcecadas por suas realizações por sentirem uma forma de debilidade em outro setor de suas vidas.
Na maioria dos casos (prejudiciais), deriva da baixo-estima do individuo, geralmente ainda na infância, onde o indivíduo se sente diminuído, ou vem a pensar isso devido a tratamento dos que o cercam, fazendo-o pensar que não é bom o suficiente ou não é digno do sentimento de carinho e amor.
Esse fator ocasiona diversas situações para um indivíduo e uma delas seria essa idealização, onde ele cria padrões que considera adequado para “ser notado e amado”. Cruel ignorância! Mal percebe que se tornará vítima de si mesmo.
Pois com o tempo irá, aos poucos, aniquilando sua existência no falso pretexto de construir um futuro (muitas vezes o consegue), mas a duras perdas de se ver com toda uma conquista,todo um “império”, porem solitário. Ai então, percebe quão tolo e amedrontado foi perante a vida, de ter se escondido das oportunidades da qual seu coração muitas vezes era desejoso de obter.
E esse “esconderijo” aniquila com o tempo o convívio social sadio e feliz pois as companhias se aproximam por conveniência e não por afinidade e impede muitas vezes o crescimento e desenvolvimento espiritual do individuo.
Para aniquilar a solidão, devemos entrar em contato com nossa essência. A renúncia deste “eu” idealizado faz com que o indivíduo entre em uma atmosfera de liberdade. Claro que não estou me referindo a viver a vida de qualquer jeito, pois todos temos que traçar planos, porem, de maneira saudável e não obsessiva e neurótica.
Apesar de em muitas vezes perceber com o tempo que estes comportamentos são prejudiciais, preferem se manter neles por criaram uma barreira defensiva, e o medo de voltarem a se sentir “diminuídos” ou de se deixarem “expostos” a sentimentos faz com que cada vez mais se cerquem dessas barreiras que terminarão por sufocá-los.
O amor e o respeito por nós mesmos criam uma atmosfera propicia para descobrirmos nossa verdadeira identidade, trazendo alegria de viver e permitindo assim o desenvolvimento espiritual.
Lembremo-nos de que a solidão aparece, quando negamos nossos sentimentos e ignoramos
nossas experiências interiores. Essa forma comportamental tende a fazer-nos ver as coisas do jeito como queremos ver, ou seja, como nos é conveniente, em vez de vê-las como realmente são. Assim é que distorcemos nossa realidade.
Não rejeitemos o que de fato sentimos. Isso não quer dizer viver com liberdade indiscriminada e sem controle, mas sim reconhecer o devido lugar que corresponda aos nossos sentimentos, sem ignorá-los, nem tampouco deixá-los ser donos de nossa vida.
Se devemos permanecer ou não ao lado de alguém, é decisão que se deve tomar com espontaneidade, harmonia e liberdade, sem mesclas de medo ou imposições.
Vamos parar por aqui, para termos um tempo para reflexão e assimilação desta parte. Até quinta ^-^