Olá Pessoal!
Hoje falaremos do medo! Mas que medo? O que é o medo? Um aviso extra-sensorial? Um conselho ou aviso da alma? Ou uma simples ilusão?
Medo em geral é a emoção que prece sucede uma interpretação (exterior ou interior) que nos põe em estado de alerta, quando se desenvolver se torna o pavor e pode levar a ataques de pânico.
Normalmente o medo acompanha-nos desde a mais tenra idade, desde os exemplos de monstros sob a cama até o mais surreal medo infantil. Os medos quando não bem direcionados e encarados geram o que se conhece por fobia, que tem uma infinidade de variações.
Podemos dar um exemplo da hidrofobia, que seria o medo excessivo da água ou líquidos. A pessoa com hidrofobia se vê em real pânico ao visualizar, por exemplo, uma piscina e alguém a pressionar para nela entrar, poderia ela encarar o seu medo o que seria muito difícil e talvez ainda mais traumático para ela, e faria com que ficasse muito desconfortável se cercada de outras pessoas.
Ou poderia ela, por alguns momentos do dia, se visualizar nadando. Não seria algo inútil e sim uma grande experiência subjetiva. Onde o indivíduo se colocaria dentro da água, iria senti-la de forma viva e com o tempo poderia aos poucos e gradativamente diminuir a aversão a água e líquido.
O medo ajuda-nos a manter o bom senso, mas a partir do momento em que passa a interferir em nosso dia a dia ele se torna extremamente prejudicial.
Agora analisaremos o medo de uma perspectiva interna, o medo que temos de nós mesmos. Quantas pessoas não se aceitam interiormente? Que tem medo dos seus pensamentos? Que se torturam para agirem de forma adequada para seres alvo dos mais vazios elogios, mas que por dentro se reprimem e se torturam por não se sentirem sinceros consigo mesmos?
Claro que temos que ter compostura e ética social, mas viver de forma a anular nossa própria identidade e personalidades não engrandece a nossa vivencia nem experiência espiritual. Quando agimos de forma agradável, que possa ela ser de forma sincera para nos ser também agradável. E se agimos de forma desagradável e desordeira, saibamos reformar nosso interior com razões sensatas e desejo de renovação, não com repressão.
Quando negamos nossa própria identidade, começamos a gerar em nosso interior um ciclo destrutivo que prejudica os chakras plexo solar e cardíaco, que começam a dar sensações de vazio e descompasso cardíacos, devido a obstruções energéticas.
Quando negamos ou reprimimos nosso lado ruim, criamos então nossas “sombras” (termo junguiano para denominar o lado negro da personalidade), essas sombras são nossas falhas, pensamentos viciosos e perversos e de toda a sorte de maneira negativa.
Quando temos essas repressões começamos a nos martirizar quando temos determinado pensamento ou atitude, digamos que começamos a ter medo de nós mesmos!! Mas devemos por outro lado aceitar o nosso lado sombra, e trabalharmos com ele e não fingir que não estamos o vendo.
Quem vive dessa forma se torna escravo de seus próprios medos e ao mesmo tempo anseios, que é juiz e escravo da própria causa. Se auto subjugando a um estado de inquietação e sofrimento, que prejudica tanto seu convívio social quanto seu desenvolvimento e progresso espiritual.
Quando percebemos nossas más inclinações devemos transformá-las, conscientizar-nos para reforma íntima, para podermos transformar “a sombra em luz”. Devemos admitir essas falhas e lutar para uma melhora, um crescimento.
Quando nos arrependemos, analisamos algo, tomamos consciência e mudamos nossa opinião sobre o ocorrido. Tomar consciência é uma expressão moderna que significa discernimento da vida exterior e interior, acrescida da capacidade de julgar moralmente os atos.
Quem se arrependeu é porque examinou suas profundezas e descobriu que seus desejos e tendências nada mais são que impulsos comuns a todos os seres humanos. Quem se arrependeu é porque aprendeu que é simplesmente humano, falível e nem melhor nem pior do que os outros.
Todos temos inclinações e falhas morais, mas a diferença de cada um esta nos esforço individual e intransferível de lutar pelo seu progresso moral. Ninguém evolui por ninguém e ninguém pode forçar a mudança de ninguém, pois esta deve vir de dentro! Temos a citação do espírito São Luis, que pode nos ser útil [1]“Há-os de arrependimento muito tardio,. porém, pretender-se que nunca se melhorarão fora negar a lei do progresso e dizer que a criança não pode tornar-se homem.”
Comecemos hoje a nossa reforma intima e nossa renovação, depende apenas de nós mesmos!!
^-^
[1] O livro dos espíritos – questão 1007.
Esse texto é muito importante. Ele demonstra de forma organizada e separada pontos importantes a serem observados e passos importantes a serem tomados em nossa vida.
ResponderExcluirA maturidade mental e espiritual são difíceis de serem alcançadas, mas é preciso continuar lutando e enfrentar o que quer que se ponha como obstáculo. Por mais assustador, arriscado ou improvável que possa parecer, é preciso ter fé em si mesmo e em sua capacidade de supera-los.
A força interna de cada um de nós é virtualmente ilimitada, considerando que mesmo que nos consideremos fracos no momento, não existem limites para a taxa de progressão e com isso, superação. Com força de vontade, fé e esperança no futuro, tudo é possível.
Assim como é importante administrar uma medicação específica para uma determinada doença de acordo com seus sintomas, devemos combater nossos sintomas psicológicos da mesma forma. Já que, assim como na medicação ignorante, você pode sofrer o efeito placebo, mas estará se iludindo temporariamente e mais cedo ou mais tarde os "sintomas" voltarão à tona para assombra-lo.
O medo é um dos piores defeitos, pois é a manifestação de nossos pontos fracos e na maioria esmagadora dos casos, nos iludem o bastante para que não nos desvencilhemos deles sem ajuda. Nesses casos, é importante deixar o orgulho de lado, que]]]mas muitos não abrem mão disso, ou por se acharem importantes demais para serem ajudados por outro ou por não se acharem dignos o bastante para receber ajuda e prefiram se conformar com seu tormento. Em ambos os casos, a pessoa fica presa em círculos viciosos de medo e culpa. Não devemos rejeitar o auxílio que é oferecido de forma genuína. Contudo, a superação vai depender do esforço pessoal de cada um em ultima instância.
A todos, desejo meus melhores votos.
Abraços,
Saullo Rigon Soares