quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Texto complementar da solidão

Olá Pessoal!

Geralmente sofremos por estarmos sozinhos, mas colaboramos para termos companhia? Somos agradáveis e amigáveis? Ou somos desagradáveis?

Muitos são os fatores que podem responder essas perguntas. Algumas pessoas se tornam amargas perante a vida e descontam suas tristezas e infelicidades nas pessoas ao seu derredor, o que faria com que elas se afastassem. Ninguém tem o dever de ser o “Bode expiatório” para a sua amargura! Ninguém tem culpa pela sua falta de aceitação, resignação, submissão e coragem perante os acontecimentos da vida!

 Algumas pessoas vivem presas no ciclo da tristeza e por se acomodarem a esses padrões vibratórios, vivem tristes e ao se aproximarem de outras pessoas elas se afastam o que faz com que ela aumente ainda mais sua tristeza em um ciclo sem fim, ciclo esse que só se romperá no momento em que a pessoa se libertar dos pensamentos viciosos de tristeza e se esforçar (por mais que tenha motivos) a se animar e ser alegre.

Algumas pessoas têm a tendência de se acharem maiores ou melhores do que outras o que faz com que em muitos momentos trate os que o cercam de forma grosseira e até mesmo maldosa, muitas vezes sem nem perceber. Pessoas que assim agem tendem a ficar com o tempo sozinhas, e se não sozinhas cercadas de pessoas que a ela se ligam por interesse e conveniência. Até mesmo as mais belas flores (amizades sinceras) murcham se não são bem cuidadas!

Para sabermos se nossa conduta perante os outros é correta lembremo-nos sempre das palavras do Cristo: “Só fazer aos outros o que tu queres que os outros façam a ti”, refletindo antes de agir sobre essas palavras saberemos como agir, pois ninguém deseja o mal para si mesmo.

Seria tão bom se o homem vivesse de forma harmônica e agradável, mas nem sempre é assim. Se todos soubessem como é ruim estar sozinho, seriam mais bondosos.

Até agora falamos da parte “triste” da solidão. Mas a solidão é algo necessário! Não me refiro a solidão eterna, nem a “tristeza de estar sozinho”. Mas sim ao fato de termos que reservar momentos do nosso dia para a “solidão”.

Solidão essa que seria o momento no qual entraríamos em contato com nossa essência, poderia ser mais bem considerada como um momento de reflexão.  Onde acalmaríamos nossa mente e refletiríamos sobre nós mesmos e sobre nossas experiências.

Em muitos momentos no tumultuo de nossas vidas, os dias e noites passam de certa forma “batidos”, vão passando e passando sem que lhes seja dada análise alguma! O que é para nós prejudicial de varias formas, pois necessitamos dessa reflexão para podermos tirar conclusões e aprendizados de nossas experiências (boas ou ruins), e para que possamos alcançar uma evolução espiritual.

Em muitos momentos de nossas vidas recorremos a outras pessoas para explicarem o que se passa em nossas vidas, essa conversa pode ter vários rumos e “fins” dependendo do nível de evolução do ouvinte. Esses desabafos nos ajudam a assimilar e por em “ordem” nossas idéias, porem ninguém pode assimilar bem uma experiência que não provenha de sua própria orientação interior. Mas o que seria isso?

Seria que apesar de contarmos o que sentimos e recebermos conselhos, dicas, “bálsamos” ou “mais lenha para a fogueira” dependendo dos casos. Devemos SEMPRE refletir após a conversa em um momento de quietude interior e chegar a uma conclusão PRÓPRIA! Nunca aceitar apenas a visão externa dos fatos, pois por mais bela e instrutiva que ela tenha sido, ela será vazia, pois não terá sido assimilada e aceita pelo nosso Eu interior, fato que só ocorre após a reflexão.

Não podemos silenciar o mundo, mas sempre teremos algum momento onde podemos nos acalmar e silenciar nossa mente e coração, para uma reflexão sincera e mais calma sobre os fatos de nossas vidas.

Em muitos casos após análise calma e sincera, muitos fatos que podem parecer extremamente assustadores por terem nos pego de surpresa na maioria das vezes se tornam simples. Motivo esse pelo qual a “solidão” em alguns momentos é essencial para nosso crescimento.

Aprendamos com o exemplo de Jesus que se recolhia na solidão e no silencio do templo da alma, onde se encontram as reais concepções de amor e da justiça, paz e felicidades, que todos nos temos direitos por nosso Bondoso Pai.

Espero que tenham gostado ^-^.

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